31 de Agosto de 2026
Ascom Câmara
Na última
sexta-feira, 28 de agosto, a Câmara Municipal de Matriz de Camaragibe realizou
a 21ª sessão ordinária da atual legislatura. A reunião foi marcada pela
aprovação de indicações, encaminhamento de projeto legislativo às comissões e
pela votação em regime de urgência do projeto do Executivo que trata do
parcelamento de débitos previdenciários.
Entre as
matérias do Legislativo, foi encaminhado às comissões o projeto de autoria do
vereador Thiago Agostinho Santos Pontes, que institui o Programa Municipal de
Capacitação em Primeiros Socorros, conhecido como “Lei Lucas”.
Já as
indicações apresentadas foram todas aprovadas: a instalação de refletores no
Campo da Batata, também proposta por Thiago Agostinho Santos Pontes; a presença
da Guarda Municipal na Praça Bom Jesus durante e após a reforma, de autoria do
vereador Antônio José (Tota Reis); e a colocação de telas e grades de proteção
nas pontes sobre o Rio Camaragibe e no povoado Campanha, também de iniciativa
de Antônio José (Tota Reis).
Na defesa
da indicação da Praça Bom Jesus, Tota Reis pediu verbalmente que o Executivo
informe os prazos de entrega da obra, ressaltando a angústia dos comerciantes
que atuam no local e que ainda não sabem como será o novo ordenamento do
espaço. Ele sugeriu ainda que a prefeitura alugue containers e coloque outros
espaços para os comerciantes trabalharem.
No
expediente do Executivo, o Projeto de Lei nº 008/2026, de autoria do Poder
Executivo, que dispõe sobre o parcelamento e reparcelamento de débitos do
município com o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), foi aprovado em
regime de urgência por unanimidade.
O
presidente do IREV, Nário José da Silva, defendeu a proposta destacando que o
município possui atualmente 933 servidores efetivos, 291 aposentados e 72
pensionistas, números que devem crescer ainda este ano. Ele explicou que a
medida busca organizar a pasta, apurar eventuais débitos e, se houver,
possibilitar o parcelamento dentro do prazo estabelecido pelo governo federal.
Durante o
debate, o vereador Manuel Almeida Pinto (Leunam) manifestou desconforto em
aprovar a matéria, lembrando que não é a primeira vez que o parcelamento passa
pela Casa e que a prefeitura tem deixado passivos patronais sem repasse à
previdência.
Ele também
criticou a venda da gestão da água e esgoto para a empresa Verde sem passar
pelo Legislativo, apontando a má qualidade do serviço prestado e alertando que
futuros prefeitos herdarão esse débito.
Ao retornar
à tribuna, Manuel Almeida voltou a tratar da situação da empresa Verde, pedindo
que as pessoas que estão sendo negativadas procurem seu gabinete para ingressar
com ações e reverter os casos. O vereador solicitou ainda que o Executivo dê
atenção especial à equipe que realiza os atendimentos com a ambulância, que
hoje conta apenas com motorista e maqueiro, sem a presença de um socorrista, o
que compromete a qualidade do serviço.
O
presidente da Câmara, Antônio José dos Santos (Antônio Policial), reconheceu a
existência de débitos, mas defendeu a proposta como necessária para adequar o
município e garantir a previdência dos servidores. Com a palavra, o presidente
informou que vai indicar ao executivo a construção de uma estrutura para
atender a comunidade da fazenda Ceará, na zona rural. Antônio destacou que
existe o atendimento médico, mas falta estrutura para promover uma atenção mais
adequada.